dojeitoquefala

3.7.09

[ mumunhas vespertinas ]

pânico de tempos mortos, de indefinição, de armadilhas, de falsidade, de julgamento, de insegurança. de solidão ao fim de tudo, do fim de tudo, dos caminhos errados, das consequências, do malamém. pânico de rejeição, de fracasso, de falta de solução, de desesperança, de violência, fome, miséria e coisas tais. pânico, não medo. porque não é que não tenha causa, mas será que justifica esse escândalo íntimo?


cada dia uma nova curva, seguida de nova descida precipitante e subida íngreme. assim vertiginosa, tem prazer, mas tem medo e quase dor junto. devo reclamar?

[ L. ]

1.7.09

[ respingo em barra de calça ]

me engasgo e faço força pra engolir de volta o que talvez devesse sair de uma vez por todas. se ao menos eu acreditasse que seria assim, dessa vez por todas... boto pra dentro com pesar e sinto o mal que me faz imediatamente - tenho teorias sobre o que fazer pra melhorar esse cenário, mas ando tão amarrada que não consigo levar adiante a mão que carrega o pincel. presa e segurando a chave, sei o que mas não sei como. mentira, sei como. a catástrofe natural vive em mim abafada, mastigo dilema no café da manhã e passo o dia respirando contraditoriedades. que se dane quem ler isso aqui e achar que abuso das figuras, que o linguajar está exagerado... sei disso. mas ora. um pouquinho de liberdade não me fará esse mal todo. doida pra ter minha vida na minha mão, nem que seja pra me lascar sozinha.


eu decerto ainda vou me lascar sozinha. mas há de haver bonança nessa vida!

[ L. ]

[ assim de súbito ]

uma frase curta, uma minilombra: brincar de adivinhar é meu jogo predileto.


você me dá uma dica e eu sigo. inclino a cabeça pra olhar de frente e digo: topo.

[ L. ]

27.6.09

[ water proof ]

olha, não sei chamar de mais nada isso que sempre esteve instalado e que se renova de todos os jeitos e me conforta, me assegura, me comove, me alegra, me acompanha e desperta feito fênix sem nunca ter morrido. eu chamo de amor. nunca foi diferente, por mais que mude de cara. é sem tempo, sem distância, sem vergonha dos mil clichês, sem nome, sem cara, sem toque, sem promessa. é do puro, amor.


eu já agradeci? já. adorei muito, esse foi o mais perfeito timing da história! da série muito exclusiva 'veja lá se me entende', esse é pra mim e pra você. um fôlego recuperado vale mais do que as mil palavras sem nenhum nexo que eu poderia escrever...

[ L. ]

12.6.09

[ quando um dia depois do outro ]

um lugar pra morar, com um quarto pra mim e um pra receber, uma sala aconchegante pra dormir vendo tv, uma luminária pros livros que hei de ler, uma mesa pra comer e trabalhar (não na mesma hora), um sofá pra quem aparecer, um colchão pra quem ficar, janelas abertas pros ventos todos, quadros nas minhas paredes, fogão, geladeira, liquidificador, tábua de madeira, apetrechos vários, pratos e copos, um espaço pra arrastar tudo e mudar de lugar, uma lanterna japonesa (quem me dá?), estantes pintadas, prateleiras, banquinhos, caixinhas, fotos, papéis e canetas por toda parte, minhas cartas por enviar, as outras tantas por receber (já tem onde guardar), gavetas poucas, lugar pras roupas, e pra lavar, pra estender, uma casa minha cara, um lugar pra chamar de meu. um sonhinho perto, não importa o trabalho que dá. adoro ficar só, mas que gostoso poder convidar!


dou-lhe uma... duas, três e... já, já.

[ L. ]

[ um favo, uma gota ]

um doce, aquele ali. ê, pensava consigo, o mundo é uma oferta só! então dançava fazendo graça e um tudo se encerrava no arrastado dos seus pés descalços.


ponho a mão no bolso e acho bobo... mas você põe e acho ótimo! mais um da série 'veja lá se me entende'.

[ L. ]

30.5.09

[ un peu plus de patience ]

menino bonito, aprendi uma lição contigo: devagar a vida anda do mesmo jeito, vai pro mesmo lado... só que a gente vê melhor. aproveita, sorve, sente, degusta, percebe, vê. melhor.

aprendi que dá pra fazer pouco plano e entender de outro jeito cada parte, deixar tudo mais inteiro e criar um cenário e se colocar nele. que beleza fazer parte.

pode ser que eu tenha aprendido isso meio contigo e meio comigo, pode ser que eu tenha criado significados de uns signos que nem eram esses, mas é assim que funciona, acredito, e cada um que vê tem uma história diferente pra anotar na sua caderneta. a minha é essa: um pouco mais de paciência, um tanto mais de paisagem. e a sua?


eu sei, eu sei: cada coisa a seu tempo e tem coisa que tem pressa. mas não é tudo, como essa vida às vezes leva a crer... de-va-gar-zi-nho também se vai... também me vou...

[ L. ]

15.5.09

[ fui por aí ]

pode dizer, é verdade. faz tempo que fui e nunca voltei... menino, a vida dá voltas, sim, mas em espiral, sabe? não passa pelo mesmo ponto jamais. e eis que no salto que fui obrigada a dar, pulei de fase feito um mario bros., em muito momentos parecia que estava lá presa na mesma janela, mas já estava um nível acima. um nível depois. fui por aí...


... uma dança das cadeiras pra ver que outras tantas frases comporiam esse meu samba. resolvi não resolver nada e deixar assim! evito a fadiga e ganho tempo de arrumar as malas. bjs e até mais ver

[ L. ]

9.5.09

[ mil compassos ]

muita vontade de dizer e pouco tempo pra elaborar.

voltarei em breve-brevíssimo. alguém sabe onde me encontrar? pois se sim, avise-me como.


um ímpeto de ir mais longe. eu tendo a mergulhar no turbilhão e ainda não fui. não é medo nem nada, é vontade de respirar.

[ L. ]